“A vida, sem uma meta, é completamente vazia.”
– Séneca

Já ouviste a expressão “Aponta sempre para as estrelas pois se falhares cais na lua”?
Existem algumas variantes mas a mensagem é o mais importante, ou seja aponta alto pois se falhares atinges um ponto maior ao que inicialmente tinhas pensado.
Eu sei, meio confuso certo? Eu consigo ouvir os “realistas” indignados gritando que devemos ter os pés assentes na terra e que temos de ter a noção da realidade. Também quase que consigo ouvir os pessimistas e o seu discurso super empoderador (ironia), e digo quase pois já criei um sistema de defesa contra esse tipo de pessoas.
Ora bem a ver se consigo elucidar quem não está familiarizado com o conceito de gerar objectivos altos.
Já alguma vez estabeleceste um objectivo digamos fazível, atingiste e pensaste:
– “É só isto?” Eu já.
Ou nem sequer te deste ao trabalho de o fazer pois “epa não dava, eu sou realista”? E surpresa surpresa tudo ficou na mesma se não até pior?
Normal, criar metas altas é só para quem ousa. Para quem ousa quebrar esterótipos, paredes culturais, grilhetas mentais e bloqueios sociais e culturais.
O mundo está cheio desses “realistas” e “péssimistas” eu sei. Já fui um desses.
E não, também não me tornei aquele positivo irritante que está tudo super bem e que pensa que com encantamentos as ervas daninhas do seu jardim não aparecem ou vão então desaparecer, nada disso.
O que eu me tornei foi alguém que sabia que tinha de enfrentar medos.
Pois o “realista” e “péssimista” nada mais é do que aquele que tem medo de se desafiar pois se falhar vai custar-lhe imenso lidar com essas emoções tão estranhas e dolorosas que surgem quando não concretiza aquilo a que se propôs. O “realista” acha-se super racional e que está em total controlo do que pensa que sabe então limita-se constantemente inibindo o seu potencial para mais e melhor. Como está tão certo que é somente aquilo que consegue atingir ou fazer nunca melhora ou evolui para além daquele limite auto-estabelecido.
Já o pessimista é aquele que nunca vence a inércia pois nem sequer chega a estabelecer qualquer tipo de objectivo ou meta pois já sabe (no seu vasto conhecimento e especialização) que não vai conseguir. É o tipo de pessoa que não deves gastar muita energia a explicar porque tens determinado objectivo ou meta e até nem deves gastar energia a dizer-lhe que tens objectivos que isso para ele é linguagem alienígena.
Vamos fazer um pouco de brainstorming. Vamos pensar como um campeão por exemplo sei lá Cristiano Ronaldo pode ser? Muito estratosférico? Talvez, mas para agora serve.
Imagina que vais jogar contra o Barcelona, tu estás no Real Madrid. O Barcelona é uma super potência do futebol tem jogadores fantásticos, Mas tu és o CR7 o que vais fazer? Antes disso o que vais pensar?
O jogo já está perdido não é? Se calhar nem vais marcar golos certo…?
Mas lembra-te tu és o CR7… portanto vais ter de pensar como um campeão, e como o campeão e melhor do mundo que és sabes inequivocamente que uma coisa é certa, é de que É POSSÍVEL. Sim é possível marcares golos, levares a tua equipa à vitória independentemente de quem está à tua frente ou seja o teu adversário.
Agora volta a ser tu próprio, imagina-te no teu trabalho e independentemente dos desafios e adversidades que se metam no teu caminho consegues pensar que também é possível?
Sim que é possível superares, melhorar e sim atingir o fim ao qual te propuseste.
No fundo é por aqui que devemos começar, para melhorar e atingir outros patamares temos de ser capazes primeiramente de acreditar que é possível.
Se isto nada é feito. Quantas vezes já tiveste uma ideia/meta/objectivo e tu próprio a mandaste fora na tua cabeça? A ideia foi tua e tu próprio a mandaste fora colocando imensas limitações a essa mesma ideia… é quase triste, imagina o que poderia ter sido conseguido se tivesses acreditado que no mínimo havia a possibilidade de fazer acontecer…
Só acreditando que é possível é que podemos passar para a outra fase de nos desafiarmos a um objectivo maior.
“A felicidade de sua vida depende da qualidade de seus pensamentos.”
– Marco Aurélio
Conceito “Eleva a fasquia”
Porquê então traçar um objectivo?
Simples, para te tornares na pessoa necessária para atingir esse objectivo.
Deves colocar uma meta que te faz tremer, que te põe com uma expressão facial de olhos esbugalhados bem abertos os dentes serrados e a engolir a saliva.
Aquele tipo de meta que te põe a suar só de pensares nela.
Só assim irás extrair todo o potencial que possuis e não só! Irás aumentar esse potencial no teu percurso de desenvolvimento e crescimento pessoal.
O Atleta de salto em comprimento que não aponta para bater todos os recordes nunca será atleta de classe mundial nem nunca obviamente baterá qualquer recorde.
O vendedor que não coloca um x número de vendas bem acima da média não irá falar com o máximo de prospectos possível logo não terá o sucesso que realmente podia ter.
O aluno que nunca aponta para o 20 nunca tirará valores próximos do 20 ou até mesmo 20.
Eu passei pelas 3 personagens.
Era o pessimista, era o meu set de padrão. A minha programação anterior para almejar a resultados melhores era horrível. Tudo vindo do medo e da falta de confiança mas principalmente não me achar suficiente para exigir e acreditar que merecia o melhor.
Depois fui o realista sempre com uma explicação lógica para não almejar mais e melhor. O Ego falava mais alto não podia deixar que me chamassem de lunático ou maluco pois a opinião dos outros era tãaooo importante…
Finalmente decidi que bastava… Chegava de mediocridade, chegava de não passar da cepa torta. Eu merecia mais, devia mais a mim próprio e principalmente eu acreditava mais então decidi tornar-me num “high achiever”.
Decidi que se eu apontasse alto eu estaria a forçar-me a enfrentar os meus medos, e estaria a desafiar-me lutando contra o meu “eu” anterior.
E quando eu comecei a apontar mais alto comecei a notar um crescimento muito maior nos meus resultados, mas mais especial ainda foi o impacto que isso teve nas pessoas que eram próximas, essas pessoas começaram também a acreditar que podiam atingir mais nas suas áreas, algumas até voltaram a fazer actividades que tinham deixado de parte ou se tinham desleixado e começaram a ter melhores resultados que antes… E isso encheu-me o coração.
Então aponta alto, estica essa margem, desafia-te põe-te em check e vais como é a tua performance sobre pressão, é assim que surgem diamantes após milhões de anos compressos no subsolo.
Dá-te margem para falhar, falhar é só uma oportunidade para melhorar no percurso para atingir um fim.
Sê arrojado, aponta alto.
“As dificuldades fortalecem a mente, assim como o trabalho o faz com o corpo“.
– Séneca

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