“Até quando irás adiar exigir o melhor para ti?” – Séneca
Como bater a concorrência? De maneira simples e eficaz? Conheces a regra das 100h/ano? Não, este post não é questionário, no entanto não precisa de o ser pois nós próprios somos questionários ambulantes. Então se formos naturalmente “high achievers” ainda mais questões fazemos constantemente pois nunca estamos conformados e queremos sempre melhorar ou aperfeiçoar algo, especialmente nós mesmos.
Mesmo com todas as questões feitas, aquela com que mais nos debatemos é porque é que não estamos a avançar na vida da maneira que pretendíamos, ou então sobre o porquê de não termos atingido determinado objectivo ou meta, conseguido aquele negócio que mudaria significativamente tudo para melhor, aquela promoção pela qual tanto trabalhámos ou aquele físico que nos faria dar um boost à auto-estima, etc etc. A Lista é interminável. É particularmente frustrante quando principalmente não chegamos à resposta que queríamos…
“Não se pode aprender uma coisa nova enquanto não se puder esquecer o que se aprendeu.” – Séneca
E aí está o ponto por onde gostaria de começar. Raramente recebemos a resposta que queríamos porque não é suposto isso acontecer! Nós recebemos a resposta que precisamos ou merecemos, e faz tudo parte do processo. Ora vejamos:
Recebemos a resposta que precisamos por diversos motivos. 1. Há algo que é essencial ser feito mas temos fugido dessa ação/solução, embora seja exactamente o que tens de fazer, então levamos com essa resposta que precisamos para nos obrigar a aceitar como efectiva, agirmos sobre ela para passarmos para um próximo nível.
2. Por teimosia, pouco controlo de ego, falta de humildade entre outras maleitas que nos estão a toldar a visão. Então quase que precisamos de ser quebrados, partidos ou estilhaçados para nos forçar a erguer de uma forma aprimorada, mais forte e eficaz. Acredito que tudo acontece por uma razão nem que seja por razão nenhuma, mas se nada muda para nós e parece que permanecemos numa espiral infinita definitivamente a resposta que precisamos para chegarmos onde queremos, irá bater com muita força na nossa cara.
3. Sinal do Universo ou de Deus ou de outra entidade da qual somos crentes. Não que seja religioso ou muito fã das artes místicas mas já por diversas vezes senti que estava a ser “empurrado” para algo diferente, aconteceu especialmente quando a “vozinha” interior estava a gritar para eu tomar outro rumo e não parava de a ignorar. Perguntas como: – “O que estou aqui a fazer?; Porque estou a fazer isto?; Porque não avanças para o que realmente queres?” E por teimosia ou lapso no conhecimento da matéria de plano mal elaborado, continuava miserável e infeliz. Mas do nada e sem aviso… pimbas toma lá o Universo ou Deus ou o que fosse espeta-me com a resposta que precisava e várias vezes de maneira brusca para ter a certeza que eu entendia. Que eu entendia que não dava para ignorar mais e tinha de agir.
E Recebemos a resposta que merecemos para uma simples razão: – Fizemos ou NÃO fizemos o adequado para atingir o fim que queríamos atingir. Muito simples. Estudaste para o teste? Não? Ah então é normal que tenhas chumbado. Não deste a devida atenção e respeito ao(à) teu(ua) parceiro(a)? Normal que essa relação tenha deteriorado. Tinhas prova no fim de semana então decidiste continuar a comer correctamente, dormir horas adequadas e fazer o treino planeado e por conseguinte a prova correu bem? Óptimo, tiveste o que merecias. E é aqui que reside o desafio, é não querermos enfrentar a música ou por outras palavras: não fazer exactamente o que sabíamos que tinha de ser feito, ou que devíamos ter feito. Mas quando o fazemos… Parece que algo mágico acontece e para aqueles que ainda não o experenciaram acreditem é magnifico quando está a acontecer exactamente como o planeámos e fizemos o que tinha de ser feito.
“Não perca mais tempo discutindo sobre o que um homem bom deveria ser. Seja um.” – Marco Aurélio
Uma vez um amigo meu veio conversar comigo sobre um dilema do qual estava a ser desafiado. Contextualizou a situação para eu compreender melhor esse dilema, de seguida disse-me as suas duas opções para o dilema. Eu questionei qual a solução que ele sentia ser a que estava mais alinhada com os seus objectivos. Ele indicou qual mas prontamente incluiu o velho conhecido “MAS” elaborando a dificuldade para com a escolha dessa mesma opção, e o que eu lhe disse foi: – “Mano, parece-me que no fundo sabes exactamente o que tens de fazer, agora só precisas de coragem para avançar.” Ele fez uma pequena pausa e de seguida respondeu: – “Sabes é exactamente isso. Obrigado mano era o que estava a precisar de ouvir. Grande Abraço”.
A única razão por qual eu consegui entendê-lo foi por eu próprio me ter obrigado em vários momentos chave a executar as soluções/opções difíceis quando me foram presenteadas pela vida.
E assim ganhas vantagem perante os teus adversários, oponentes, concorrentes e inimigos. Observa o seguinte cenário:
Tinhas um treino programado para o dia seguinte. Acordas cedo digamos 05h00, estás com sono, ainda estás algo dorido de um outro treino, a cama está quentinha e lá fora está frio e chuva. A namorada está na cama e fazer conchinha parece boa ideia. A tua mente começa a achar que é melhor continuar na cama e não ir treinar. Mas no entanto tu gostavas de ser campeão, de ser o melhor e queres sem dúvida deixar um legado! Mas… é “só um dia” e “eu depois vou”. E assim acabas de ter a tua primeira derrota do dia e ainda nem sequer nasceu a luz do sol. Acabaste de desencadear um processo novo de condicionamento neurológico. Tu até podes achar que não irá fazer muita diferença no caminho daí para a frente e até “merecias” descansar… Mas a realidade não perdoa e num futuro momento crucial no derradeiro momento da competição esse treino programado e específico a qual te baldaste faria a pequena diferença necessária, quer a nível mental quer a nível físico. Mas agora imagina exactamente o mesmo cenário com todas as mesmas condicionantes MAS tu levantas-te e vais executar o plano, não só o fazes nesse dia como o fazes consistentemente em todos os seguintes dias de cenários semelhantes.
Já te questionaste como as pessoas bem sucedidas que tu idolatras ou estudas têm os resultados que têm? É assim, fazem aquilo que sabem que tem de ser feito mesmo quando não lhes apetece nem um bocadinho. É assim que ganham vantagem sobre todos os dias.
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